IFPA e professores do Rêgo Barros discutem greve
O Sindicato dos Servidores da Educação Básica, Profissional e
Tecnológica (Sinasefe/Pa), que representa os docentes e
técnicos-administrativos do Instituto Federal do Pará (IFPA) e os
professores do Colégio Tenente Rêgo Barros, discute em assembleia com
o conjunto da categoria a retomada do movimento grevista a partir do
próximo dia 13.
A greve é uma resposta dos trabalhadores à intransigência do Governo
que, em oito rodadas de negociação não apresentou uma contraproposta
satisfatória aos trabalhadores. Os docentes das Instituições Federais
de Ensino Superior (IFES) já estão em greve, desde o dia 17/05. Os
técnicos-administrativos das IFES entram em greve no dia 11 de junho.
O objetivo da paralisação nacional por tempo indeterminado é construir
a unificação dos trabalhadores da educação pública federal brasileira,
visto que os servidores seguem há dois anos com os salários
arrochados, sem recomposição inflacionária e muito menos aumento real.
Os servidores denunciam também a precarização das condições de
trabalho e ataques aos direitos básicos, como a recente privatização
da previdência, com a criação da Funpresp e a edição da Medida
Provisória n° 568/2012, com força de lei, que, apesar de conceder 4%
de reajuste, pode culminar em prejuízo salarial, uma vez que altera,
em seu artigo 86, a redação do artigo 68 da lei 8.112/1990, que trata
das normas relativas ao pagamento do adicional de insalubridade e
periculosidade. Com o agravante de que o governo deixou de fora os
servidores docentes do ex-Territórios Federais, Escolas Militares e os
técnicos-administrativos da Rede Federal de Ensino.
CENÁRIO
O IFPA possui 12 campis no interior do Pará. Destes, quatro já
definiram sua posição em relação à retomada da greve. Os campi de
Altamira, Conceição do Araguaia e Marabá Industrial votamram a favor;
o campus de Castanhal votou contra. Os demais campi decidem a adesão
ou não ao movimento grevista até o dia 4 deste mês, data da realização
da Assembleia Geral do campus Belém, marcada para as 11h, no Auditório
Central do IFPA.
No dia da assembleia, os professores do Rêgo Barros fazem uma
paralisação de 24 horas, mas a decisão de fazer parte da greve
nacional dos servidores públicos federais vai depender das
deliberações da assembleia dos servidores do IFPA e dos
encaminhamentos do V Encontro dos Servidores das Instituições
Militares de Ensino, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, em
Brasília-DF.
REIVINDICAÇÕES
Entre as reivindicações dos servidores estão reajuste de 22,08%
(referente à inflação e variação do PIB desde 2010), em conjunto com
uma política salarial permanente, com reposição inflacionária,
valorização do salário-base e incorporação das gratificações. Os
servidores também pedem a implementação de negociação coletiva no
setor público, com definição de data-base e o cumprimento, por parte
do governo, dos acordos firmados e não cumpridos.
MOBILIZAÇÃO
No próximo dia 5, o Sinasefe/Pa envia uma caravana de servidores para
uma grande marcha em Brasília. A expectativa é que o ato reúna no
mínimo 20 mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios. Após a
manifestação, há uma plenária ampliada, às 15h, para votar a greve
geral por tempo indeterminado do funcionalismo federal. Fonte: (DOL, com
informações do Sinasefe/Pa)